quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Êxodo 32:21-35


Vendo o povo misturando diversão com sua idolatria religiosa, Moisés se ira e despedaça as pedras, salvando assim a vida de todo o povo, pois certamente os santos mandamentos de Deus jamais poderiam ser introduzidos no arraial.
Moisés estava cheio de indignação. Pouco antes, ele zelava pelo povo perante o Senhor, agora ele zelava pelo Senhor perante o povo. Ele fala à parte com Aarão, mas Aarão inventa desculpas em vez de humilhar-se culpando os outros e não falando a verdade. “Em pé na porta do arraial Moisés diz: Quem é do SENHOR, venha a mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi” (versículo 26). Lindo contraste. Estes homens mostravam o desejo de se separarem do mal. E nós? Lembre-se de que se tratava de mal religioso.
Em seguida, uma tarefa terrível é imposta aos filhos de Levi para nos mostrar que a glória de Deus deve prevalecer sempre antes dos laços de família ou amizade. Os filhos de Levi são fiéis, e o Senhor levará isso em conta mais tarde, confiando a eles o serviço do tabernáculo (Deuteronômio 33:8-10). Deus não irá nos colocar a seu serviço sem primeiro colocar nossa fidelidade à prova.
Finalmente, encontramos Moisés mais uma vez na posição de um intercessor. Ele revela os fatos, ao contrário de Aarão, sem esconder nada. Mas ele espera ser capaz de fazer propiciação pelo povo e se oferece para a punição em seu lugar. Embora o Senhor fosse gracioso, todavia o castigo deve vir. Nisso ele lembra o apóstolo Paulo, que poderia desejar "ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne" (Romanos 9:3). Mas esse sacrifício não é possível. As Escrituras declaram que um homem não pode "remir a seu irmão ou dar a Deus o resgate dele" (Salmo 49:7) e que “cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" (Romanos 14:12). Somente Cristo pode fazer expiação pelo pecador, porque Ele mesmo era, e é, sem pecado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagens populares