A maneira pela qual Saulo foi chamado para ser apóstolo é digna de nota, pois arrancou pela raiz o orgulho judaico e pode ser vista como um golpe mortal no fútil conceito da sucessão apostólica.
Os apóstolos, escolhidos
e comissionados enquanto o Senhor estava na terra, definitivamente não foram
nem a fonte nem o canal da vocação de Saulo.
Mateus 10
(5) A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos;
(6) mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel;
Eles (os doze) nem tiraram a sorte, como
no caso de Matias — o que indica que eles não estavam tão afastados assim de
sua base judaica, que costumava basear as suas decisões por meio de sortes, uma forma antiga de descobrir a vontade divina em certos assuntos.
Mas a ênfase na declaração de “Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo)”
exclui a intervenção humana,
E a sucessão apostólica,
é ignorada.
O grande apóstolo dos gentios agora está diante de nós. Ele nasce fora de
tempo e de lugar. Seu apostolado não tem ligação alguma com Jerusalém nem
com os Doze. Não há conexão alguma entre ambos. Sua chamada foi extraor-
dinária, feita diretamente do céu pelo Senhor. Ele teve o privilégio de apresentar
um novo fato, ou seja, o caráter celestial da Igreja: Cristo e a Igreja são um, e
o céu é a casa de ambos (Efésios 2). Enquanto Deus interagiu com Israel, essas
maravilhosas verdades foram mantidas em segredo. “A mim, o mínimo de
todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio
do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo e demonstrar a todos qual
seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus,
que tudo criou”, diz Paulo em Efésios 3:8-9.
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