No fim do capítulo 18 de Mateus temos uma parábola que nos ensina que todo aquele que defende os seus direitos é ignorante do verdadeiro caráter e efeito próprio da graça.
O servo não era injusto em exigir o que lhe era devido, mas não tinha graça.
Era inteiramente diferente do seu Mestre.
Tinham-lhe sido perdoados dez mil talentos, e todavia pôde agarrar um dos seus conservos pela garganta por uma importância mesquinha de cem dinheiros.
Qual foi o resultado?
Foi entregue aos atormentadores.
Perdeu-se o feliz sentido da graça e foi deixado para ceifar os frutos amargos de ter defendido os seus direitos, enquanto que ele mesmo era um objeto de graça.
E note-se, além disso, que foi chamado "servo malvado" não por ter uma dívida de "dez mil talentos", mas por não ter perdoado os "cem dinheiros".
O Senhor teve muita graça para lhe perdoar a sua dívida, mas ele não teve graça para arrumar o assunto com o seu conservo.
Esta parábola fala numa voz solene a todos os cristãos que estão prontos a entrar em demanda; pois embora na sua aplicação seja dito "assim vos fará também meu Pai celestial se do coração não perdoardes cada um a seu irmão as suas ofensas , contudo o princípio de aplicação geral é que um homem agindo em justiça perderá o sentido da graça.
C.H.Mackintosh

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