sábado, 25 de março de 2017

RESUMO DO EVANGELISMO

Evangelismo não é proselitismo religioso. Não queremos ganhar um simpatizante para a causa cristã, mais um que acredite que a Bíblia é a Palavra de Deus, que creia na Criação, que ache que a prática A ou B é pecado. De simpatizantes do cristianismo as igrejas estão cheias, e muitos deles são incrédulos que estão ali apenas em busca de bênçãos materiais, financeiras ou sentimentais.

Um religioso de qualquer religião irá querer nos dizer que sua religião também crê em Jesus e não adianta querer replicar isso. A questão é ele, pessoalmente, se tem ou não a certeza de sua salvação eterna. Se não tem é porque sua religião pode até dizer que acredita em Jesus mas não lhe deu nada em troca.

Uma coisa que aprendi há anos com um irmão mais velho é que ao evangelizarmos a melhor estratégia é manter a serpente sobre a rocha, isto é, não deixar que os arbustos de doutrinas, opiniões e religiões interfiram. É na superfície limpa da penha ou rocha que podemos bater na cabeça da serpente. Quando os arbustos doutrinários (mesmo corretos) entram em cena fica difícil ver onde está a cabeça da serpente.

"Estas três coisas me maravilham; e quatro há que não conheço:
O caminho da águia no ar; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma virgem."
Provérbios 30:18,19

Paulo resumiu isso quando relatou o modo como evangelizou os Coríntios: "Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado."

O incrédulo vai querer levar o holofote da conversa para os homens, as doutrinas, as religiões, tudo para fugir de ficar entre a cruz e a espada, no sentido de entre a salvação e o juízo que paira sobre si como uma espada pendurada por um fio de cabelo. Mas o papel de quem evangeliza é não deixá-lo escapar da cruz e nem da percepção da espada do juízo, e manter o holofote em Cristo e sua obra.

Quando evangelizamos é uma tentação sair no braço da disputa religiosa, mas precisamos nos conter e nos concentrar no que realmente importa: estamos diante de uma alma sem Cristo a caminho da perdição. Se ela se converter a Cristo não precisarei dizer que precisará abandonar a religião A ou a crença B. O Espírito Santo fará isso como fez com os que se converteram das artes mágicas em Atos e queimaram seus livros.

Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata. Atos 19:19

M. P.

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