Dignidade deve ser uma das marcas salientes na vida de um cristão verdadeiro. O testemunho cristão é muitas vezes manchado pelo andar indigno de muitos daqueles que se confessam crentes no Senhor Jesus Cristo. Vamos considerar três textos onde a Bíblia nos recomenda um andar digno.
Digno do Evangelho (Fp 1:27).
Cremos nas boas novas de salvação pela fé no Senhor Jesus Cristo e anunciamos aquelas boas novas com vistas à salvação dos nossos semelhantes. E o Evangelho que pregamos é digno porque é o Evangelho de Deus (Rm. 1:8) e, como tal, uma mensagem comprovadamente confiável, pois tendo sido “por Deus outrora prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras”, cumpriu-se plenamente com a encarnação do Redentor, o qual é o grande tema do Evangelho, pois este é “com respeito a seu Filho”,
por cuja morte e ressurreição Deus preparou uma gloriosa salvação que pode ser desfrutada por todos quantos se submetem à “obediência por fé” (Rm 1:4,5). Somos exortados a viver “por modo digno do Evangelho”, isto é, andar de conformidade com os dignos padrões do mesmo. Portanto, como nos ordena a Palavra, calcemos, os nossos pés “com a preparação do Evangelho da paz” (Ef. 6:15), a fim de caracterizarmos pela dignidade o nosso andar na peregrinação neste mundo.
Digno do Senhor (Cl 1:10).
Confessamos a Cristo como Senhor e temos o dever de comportar-nos à altura do nome digníssimo que professamos com os nossos lábios. Em nossa conduta temos de refletir o brilho singular do nosso Senhor. Ele é digno porque é Deus eterno, o supremo Criador e sustentador da criação, fonte de vida e luz (João 1:1-3; Cl 1:15-17; Hb 1:3). Ele é digno porque se encarnou e, como homem, foi impecável, absolutamente puro, obediente, em razão do que Se constituiu um verdadeiro holocausto, plenamente agradável ao Pai, bem como um sacrifício pelo pecado plenamente aceitável e eficaz (João 1:14; 8:46; Ef. 5:2; 2ª Cor 5:21). Ele é digno porque após os extremos e inenarráveis sofrimentos do Calvário, foi exaltado sobremaneira e recebeu “o nome que está acima de todo nome” (Fp 2:9), “acima de todo nome que se possa referir-se não só presente século, mas também no vindouro” (Ef. 1:21). Ele é o Cordeiro “digno de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória e o louvor” (Ap 5:12). Em vista de tudo isto, não temos nós sobejas razões para apresentarmos um comportamento digno diante do mundo? E como é que poderemos fazê-lo? Pedro dá-nos a resposta: “Santificai a Cristo como Senhor em vossos corações” (1ª Pd 3:15).
Digno da vocação (Ef. 4:1).
O nosso andar tem de fazer jus à “vocação a que fomos chamados”. Deus nos chamou para pertencermos a Jesus Cristo (Rm 1:6) e isto requer dignidade de nossa parte. Nosso andar será digno dessa vocação se nos rendermos totalmente ao Salvador a quem pertencemos, reconhecendo o Seu senhorio e vivendo para o Seu inteiro agrado (Cl 1:10). Deus nos chamou para sermos santos (Rm 1:7). É uma “vocação santa” (2ª Tm 1:9). Isto significa que temos de viver separados do pecado, do mundo e suas concupiscências, de
religiosidade inútil, de toda espécie de falsa doutrina, para vivermos exclusivamente para Ele, “despojados do velho homem com seus feitos e revestidos do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef. 5:23-24).
É assim que estamos vivendo? É isto o que Deus espera de nós!
(Por Luiz Soares em Vigiai e Orai)

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